“Segunda Sem Carne” volta a dividir opiniões com impasse em SP

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desenho quadrado de animais
A segunda sem carne tem como intuito instituir uma dieta vegetariana nos órgãos públicos.

Nas últimas semanas, o projeto Segunda Sem Carne voltou a chamar atenção da mídia e movimentou o estado de São Paulo com novas decisões. Na última semana de dezembro, dia 27, o projeto de lei foi aprovado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pelos deputados estaduais e, desde então, trouxe à tona uma série de discussões a respeito do tema.

Após a decisão favorável para instituir a lei, a proposta foi analisada pelo governador do estado, Geraldo Alckmin, que seria o responsável por liberar a sanção. Porém, no segundo dia de 2018, o governador anunciou o veto ao projeto, frustrando as expectativas pela a aprovação do movimento que já existe em mais de 35 países ao redor do mundo com o objetivo de reduzir o consumo de carne. (Saiba mais sobre a campanha “Segunda-feira sem carne” neste post).

De acordo com o texto do projeto, a ideia é instituir uma dieta vegetariana às segundas-feiras nos órgãos públicos (com exceção dos hospitais). Em entrevista para o Canal Rural, Alckmin explicou que “embora bem-intencionado, o projeto é equivocado, pois cerceia o direito das pessoas e desconsidera a capacidade de tomar decisões sobre sua própria alimentação”.

Agora com o entrave, a Segunda Sem Carne volta a ser discutidas por entidades que defendem a causa e representantes pecuaristas que se manifestaram contra a medida. Dentre os fatores que pesam a favor da aprovação do projeto, está o consumo consciente de água tanto pelos animais como no processo de produção. Já os pecuaristas entendem que a medida é autoritária e limita o direito de escolha dos cidadãos.

Nos próximos dias, a história deve ganhar novos capítulos, e o Estado será consultado para novas decisões sobre o caso. O deputado Feliciano Filho (PEN), criador do projeto, postou recentemente em sua conta no Facebook que “um dia a menos de carne, só na rede Bom Prato, significaria cerca de seis toneladas a menos, o equivalente a 30 vacas adultas”, para justificar a importância da iniciativa.

Imagem: facebook.com / segundasemcarne